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TERRAS DE AGUIAR - PARADA DO CORGO

Esta é a tua terra. Ama-a, estima-a, Respeita-a. Ajuda-a a ter futuro respeitando o seu passado. Não esqueças: Foi nela o teu berço, o dos teus pais, e avós.

TERRAS DE AGUIAR - PARADA DO CORGO

Esta é a tua terra. Ama-a, estima-a, Respeita-a. Ajuda-a a ter futuro respeitando o seu passado. Não esqueças: Foi nela o teu berço, o dos teus pais, e avós.

SE O DR RELVAS NAO EXISTISSE, O PAIS ERA UM ENORME DESERTO

Os "gloriosos" políticos que  vao marcando a  historia do nosso pais, tentam  diariamente  passar a mensagem que só eles sabem governar a naçao. São muito inteligentes, os nossos políticos. Só eles sabem governar o povo, e mais ninguém. Alias, eles  so estão no poder pela nobre missao de servir o povo. Sem eles o povo andaria pobre, esfarrapado, e cheio de fome.

 Eu, se me permitem,  afirmo categoricamente que sem a inteligencia dos nossos políticos os agricultores deste pais não saberiam plantar batatas, e nenhuma  mulher engravidaria. Vou mais longe: Se o ministro Relvas não existisse, o país era um imenso deserto.

 Para os politicos, governar nao e facil, por isso so eles o podem fazer.
  E eu acompanho-os no seu raciocinio, pois se governar fosse fácil Socrates nao sentiria necessidade de ir estudar ciencia politica, bastava-lhe ter lido o expresso e o diario economico, e continuar a lançar  barro a parede, a ver se pegava. O que fazia, alias,  com grande mestria. E  Passos Coelho chegaria e sobraria para salvar o pais. O mesmo pais que o ministro Gaspar ja condenou.


CR

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é difícil governar

É MUITO DIFÍCIL GOVERNAR


Os magníficos políticos que temos tentam convencer-nos diariamente que só eles sabem governar o país e o povo. São muito inteligentes, os nossos políticos. Só eles sabem governar o povo, e mais ninguém. Eles estão, ali Só porque o povo é “estúpido” é que são precisos alguns “intelingentes”.  Sem os nossos políticos, de certeza que os nossos agricultores não saberiam plantar batatas. Sem os nossos políticos,
 nem uma mulher engravidaria. Se o ministro da defesa não existisse, o país não teria defesa. não teríamos qualquer defesa.  
Se governar fosse fácil não havia necessidade de espíritos tão esclarecidos como o de um Sócrates ou de um Passos Coelho..
Se os professores soubessem  como se ensinam os alunos, o Sr Ministro Crato não faria falta nenhuma. Só existe injustiça por nunca haver Ministro da Justiça. Só não há educação, por nunca termos Ministro da Educação..
E só porque toda a gente é tão estúpida
Que há necessidade de alguns tão inteligentes.

4.
Ou será que
Governar só é assim tão difícil porque a exploração e a mentira
São coisas que custam a aprender?

Bertolt Brecht

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A. VALTIQUE

Passeio amoroso pela Padrela

 

 Vem, dá-me a tua mão. Desçamos os dois, devagar, esta montanha. Sigamos, enamorados, de mãos enlaçadas, as veredas junto ao ribeiro.

 Deixemo-nos ir, serenos, pela ladeira da serra. Aqui e ali haverá socalcos inesperados. Porém, de quando em vez, o monte aplaina suavemente, e deixa-nos ver toda a paisagem à volta.

  Lá longe, na meia serra - vês? - é o “penedo redondo”! Dizem que, em tempos idos, rebolou do cume da serra. E ali ficou, rochedo- fraga, de sentinela, sob o comando da  de "novais".  

 Sentemo-nos. Lancemos um olhar, ao longe, deixemo-nos enebriar pela novidade cromática da natureza. Desnudemos aquelas árvores. Vejamo-las sem folhas, nuas, como nós. Sintamos a sua e a nossa atracção. Que o devaneio com que as vemos seja este sonho que nós sonhamos agora. E a esperança que ele nos traz de haver  realidades sonhadas, e sonhos reais. Sonhemos, pois, o nosso sonho. Tornêmo-lo tão real como aquele canto de ave . Esta realidade que vemos e ouvimos aqui e agora. Há árvores na Primavera vestidas de folhas de Inverno. Aquelas ali, por exemplo, naquele pinhal.

 Vem, vamos descendo, assim, sozinhos, no meio da multidão de seres que nos envolve e encanta. Oiçamos os sons antigos dos xocalhos. Os rebanhos branqueiam lameiros verdes. Manchas castanhas, dispersas, de gado pastam junto ao ribeiro. A água, essa, escorre ligeira,  cantando áreas plangentes alegres outrora, e beija devagarinho lados de  pedras no chão dos regatos.

 Oiçamos e olhemos. Agora, os picôtos, seios virados ao céu feitos de terra e arbusto . Espantemo-nos com este prodígio terrestre da natureza. 

  Ali à frente, o moinho, espera por nós. Abracemo-nos. Façamos o tempo parar.

 

Afonso Valtique

 

Afonso Valtique - O passado do futuro

 

 Hoje sinto que ontem será amanhã. E que amanhã sentirei o mesmo que hoje. E isto nem é sentir. É perceber. Perceber que o futuro é sempre o presente a fingir que tem esperança. E que o passado é a morte a existir na memória. 

 

Afonso Valtique

À volta daquela Flor

 

 A volta daquela flor zumbe uma abelha

 sequiosa, esfomeada

 E devora-lhe o néctar

 como se bebesse a alegria

 

 Por instinto de sobrevivência

 Por ordem da mãe Natureza

 A abelha mama na flor

 E a Flor dá de mamar

 à Natureza.

 

 Afonso Valtique

 

Afonso Valtique - Encontro

 

Vivia do outro lado da linha de caminho de ferro; da estrada e dos campos de milho. Já não a via há um mês. Fora para a praia com os pais e irmãos. Funcionários públicos, no tempo de Salazar, podiam dar-se ao luxo de passarem o mês de Agosto na Praia. Eu apenas sonhava com ela. Com a praia e com ela.

Meti-me a caminho. Tinha não apenas vontade, mas necessidade, de a ver, olhá-la, ver o tom  moreno  do rosto, dos ombros, das pernas. No caminho, já perto da casa, espreitei entre a folhagem do milho verde. Um grupo de raparigas brincavam, junto da estrada, no logradouro da casa. Queria, desejava, mostrar-me. Mas a vergonha de revelar a minha fraqueza, petrificou a minha vontade.  E havia os pais. Que iriam dizer, que iriam pensar, que iriam fazer?

Deixei-me estar no meu regalo do olhar, no meu desvanecimento escondido, secreto. Até que.

Eis que elas abrem o portão, atravessan a estrada , entram pelo caminho. No meu caminho. Sinto o coração saltitar de emoção, de receio. Ter-me-iam visto?

Não era possível. Tivera sempre o milho alto e espesso a servir de barreira entre os olhares. Quiseram sair, correr, saltar. Quiseram um pouco de liberdade. Respirar  natureza. Talvez colher as amoras suspensas no vasto silvado que bordava o nosso caminho. Virei-me. Quis regressar rapidamente. Não ser surpreendido. Não ser descoberto na minha singela procura do amor. Não, não era possível fugir, contrariar a força da minha vontade. Fiquei. Viram-me. Aproximaram-se. Sorrimos. Beijei-lhe a face morena. Desejei-a. Fomos.

 

A. Valtique

 

 

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